Sexualidade Feminina

Cerca de 29% das mulheres que participaram de um estudo sobre o perfil sexual dos brasileiros, publicado em abril último na Revista Brasileira de Medicina, órgão oficial da

Associação Médica Brasileira, relataram dificuldade de atingir o orgasmo. De julho de 2001 a fevereiro deste ano, o Ibrasexo (Instituto Brasileiro para Saúde Sexual), que mantém um serviço gratuito de informações, atendeu mais de 4 mil pessoas. Destas, 10% tinham dúvidas sobre esse problema.

Mas mulheres com dificuldade para atingir o orgasmo podem contar com uma nova opção de tratamento. Aprovado pelo FDA (Federal Drugs Administration), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, o Eros é uma espécie de vibrador com receita médica: Colocado sobre o clitóris, ele aumenta a circulação sangüínea na  região, a lubrificação

vaginal e a sensibilidade, facilitando o orgasmo.

O Eros é indicado principalmente para os casos em que a falta de orgasmo é causada por fator externo,como o cigarro ou doença, entre elas a arteriosclerose e a diabetes, que prejudicam a circulação em todo o corpo,

inclusive na região genital, provocando perda de sensibilidade no clitóris. "Segundo estudos norte-americanos com o Eros, a terapia é eficaz em 85% das mulheres diabéticas com anorgasmia", afirma Márcio Dantas de Menezes, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual (SBMS).

A terapia com o Eros também traz bons resultados em mulheres na pós-menopausa ou que estão deprimidas ou 

estressadas.
"Nessas pacientes, o clitóris fica mais contraído, o que diminui a área de atrito e, conseqüentemente, a excitação", avalia Menezes.

Segundo o presidente da SBMS, o tratamento com o Eros dura três meses. Nesse período, a mulher deve  usar 

o aparelho de três a quatro vezes por dia. O Eros, que possui uma bomba de vácuo, provoca uma sucção, aumentando a circulação sangüínea local, e vibra, estimulando o clitóris. "A partir do segundo mês de terapia, a mulher já começa a perceber a diferença", diz o médico.

O Eros ainda não é produzido no Brasil. Para adquiri-lo é preciso comprar o produto importado dos Estados

 Unidos. Um grupo de médicos brasileiros, em conjunto com uma empresa de Curitiba, está estudando uma versão nacional do produto, o que poderá ocorrer neste ou no próximo ano.